Chatos & Chatas
Para mim pessoas chatas, pessoas mesmo muito chatas, são aquelas que, como dizia o outro, “falam, falam, falam, falam e não dizem nada”. Para dizer Z, vão buscar o alfabeto todo e não poucas vezes não chegam a dizer Z porque entretanto, quando iam no O lembram-se do ómega e então começam a dissecar as letras do alfabeto grego e esquecem-se totalmente que só queriam dizer Z, estão a ver, z, era só z, um z pequenino, um z minúsculo. Falam de tudo e de mais alguma coisa mas conseguem sempre chegar ao fim sem nunca dizer nada. Assim, de repente, lembram-se de alguém?

5 Comentário(s):
ora, então, muitos parabéns à postadora v.andrade, por finalmente pertencer a um blog e por que, assim, nos permite o prazer de ler posts como este.
Já linkei nos favoritos:)
Porra, que chato que és.
Bom, na realidade não sei se és chato, agora que foste um chato, foste!
Será que essas pessoas são chatas por esse motivo ou somos nós que no momento não estamos dispostos a ouvir todas as letras do abecedário?
p.e., pedimos uma informação a um idoso. Provavelmente, porque gosta de falar e ninguém lhe liga, antes de dar a informação irá contar-nos a história da sua vida. Será chato por isso?
p.e., um preso numa solitária, de certeza que gostaria ter a seu lado alguém que dissesse todas as letras do abecedário. Se não estivesse na solitária, o outro já seria chato?
Este assunto faz-me lembrar outro filme que tenho na lista dos que aconselho a ver sempre: “O Grande Peixe”. É baseado num livro de Daniel Wallace, e foi realizado pelo Tim Burton. Foi um filme nomeado para 7 óscares e não ganhou um que fosse.
A história passa por isto:
“Edward Bloom (Albert Finney) sempre foi um contador de histórias sobre a sua vida quando era jovem (Ewan McGregor). Foi uma época em que a sua vontade de viajar o levou numa improvável e mítica jornada, de uma pequena cidade no Alabama ao resto do mundo, para depois regressar outra vez. Os seus relatos são contos épicos que envolvem gigantes, lobisomens, uma floresta assombrada, uma bruxa com um olho, cantoras de salão siamesas e, naturalmente, um grande peixe que se recusa a ser apanhado.
Com as suas histórias inacreditáveis, mas mágicas e deliciosas, Bloom encanta quase todos os que encontra, excepto o seu próprio filho, Will (Billy Crudup), que se afasta. Quando Edward adoece, a sua esposa, Sandra (Jessica Lange), vai tentar juntá-los, mas Will vai querer conhecer a "verdadeira" história do seu progenitor. Para tal, irá tentar reconstruir essa vida, entre o pouco que realmente conhece e as lendas e mitos que ouviu toda a sua vida. Ao aprender a separar os factos da ficção, Will vai finalmente compreender os grandes feitos e fracassos da vida do seu enfermo pai. A aventura de uma vida para lá da vida..."
A mim, apetecia-me ouvir sempre este contador de histórias, porque ele, para contar o que tinha acontecido em Z, passava realmente por todas as letras e mais alguma. Se nunca tiveram oportunidade de o ver, aconselho vivamente.
É tudo uma questão de estado de espírito.
Terei sido chato?
Em relação aos chatos, duas soluções se nos colocam:
1ª Não se lhes dá qualquer importância;
2ªOu então coçam-se.
Ao fim e ao cabo depende do tipo.
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