sexta-feira, outubro 20, 2006

Votar não é um direito, é um dever!

9 Comentário(s):

At 10/20/2006 03:31:00 p.m., Blogger V andrade disse:

Confesso que esta questão do referendo do aborto me causa alguma confusão.

Isto porque ninguém me veio perguntar se eu sou a favor ou contra o aumento do IRS, se eu sou a favor ou contra o aumento da idade da reforma, se eu sou a favor ou contra o encerramento de dezenas de escolas do ensino básico. Por que raio é que tenho de opinar sobre se concordo ou não com a legalização da interrupção voluntária da gravidez? Sobretudo depois de há oito anos atrás ter sido colocada exactamente essa questão e apenas 31% do eleitorado ter ido às urnas. Não será isto sinal de alguma coisa?? Foram eleitos, não foram? Então decidam!

È que o pior ainda está para virar. Quando as nossas televisões forem invadidas por mulheres de ventre à mostra a gritar “Aqui quem manda sou eu!”, ou com frases arrepiantes do género “Não te prives!”. Quando as nossas ruas ficarem cheias de cartazes a dizer “Sim à vida! Não ao aborto!” ou “Não vamos compactuar com os assassinos”. Enfim, eu acho, sinceramente, que devíamos ser poupados a esta campanha eleitoral.

 
At 10/21/2006 12:57:00 a.m., Blogger V andrade disse:

É de facto um problema de todos, sem dúvida. Como o IRS e a educação, como a segurança social e o valor das reformas, como o salário mínimo, como as propinas, como tudo de um modo geral. Sobre todas estas questões o governo tem uma posição, tem uma linha política, ou pelo menos é isso que se espera. Por isso, decidam. Foram eleitos pela maioria, portanto decidam, é só isso que pedimos.

Por outro lado, fazer outro referendo apenas 8 anos depois é como dizer aos portugueses qualquer coisa do género "nós já vos ouvimos, mas não gostamos da resposta, então deixa cá ver se é desta que a resposta é aquela que queremos".

Mais...
As primeiras sondagens indicam que as coisas não estão assim tão diferentes. Tal como as sondagens indicavam em 1998, o sim ganha mas por uma diferença ligeira e pouco mais de 30% do eleitorado afirma que vai votar.

 
At 10/21/2006 11:46:00 a.m., Anonymous Anónimo disse:

Parece-me claramente que a questão do aborto não é questão política, mas sim uma questão ideológica. Estão a fazer-me alguma confusão os comentários...

 
At 10/21/2006 12:26:00 p.m., Blogger V andrade disse:

Em minha opinião ser contra ou facvor do aborto é uma questão ideológica, a despenalização do aborto é uma questão legal e política.

 
At 10/21/2006 01:57:00 p.m., Anonymous Anónimo disse:

Eu acho que concordo um pouco com todas... todavia para mim também é uma questão ideológica.

Ninguém decide por nós se queremos engravidar ou não (só se for mesmo o acaso, ou algo que não se explica, acontece)... então porque raio alguém tem que opinar sobre a questão de fazer um aborto...

É certo que há mulheres que utilizam-no como um anticonceptivo, mas também sabemos que há pessoas (médicos inclusive) a levar 500€ por fazer um aborto e depois mandam-nas para casa, logo de seguida e quase a cair para o lado... por favor.

Não é que eu concorde com tal prática, mas pelo menos criar condições mais dignas para quem o decide fazer... quando tal acontece, tento não julgar a mulher em causa… só quem passa por lá é que sabe…

 
At 10/21/2006 03:16:00 p.m., Blogger V andrade disse:

Ferreira Melo disse:
"E, n obstante, a posição ideológica de cada indivíduo, temos de ter a noção de que se trata de uma situação q continua a ocorrer todos os dias e q o referendo q aconteceu há 8 anos atrás em nada mudou essa realidade"
E será que agora vai mudar??? Será que é desta que as pessoas vão votar a favor?? Os portugueses votaram no PS nas eleições... e sabem qual é a posição deste partido relativamente a essa questão. Existe uma posição oficial, percebem? A única coisa que eu defendo é que legislem e ponto final. O meu comentário nem foi no sentido de qual é a minha opinião ideológica relativamente ao aborto. A minha posição relativamente à questão da legalização é uma: o governo é dono de uma maioria no parlamento que lhes foi dada pelos portugueses, então DECIDAM.

 
At 10/21/2006 04:11:00 p.m., Blogger HRocha disse:

Para não dizerem que os homens não se manifestam, vou expressar o que penso.

Antes de mais começo por dizer que concordo em absoluto com a última frase da Shiné. Não concordo com a prática, mas "pessoalizar" torna a questão mais delicada. Quando se fala de um caso concreto, e então se fosse o nosso caso, a nossa posição ideológica pode tornar-se tão flexível que até já defendemos a posição oposta.

Dito isto, devo dizer que sou contra o aborto. Não sou contra as mulheres/casais que o fazem (isso já era "pessoalizar") mas o acto em si. Mas isso afinal somos todos!

Então qual é a diferença afinal?
A diferença é simples. É-se contra o aborto porque é uma coisa chata, para a mulher/casal, família, etc, ou porque se está a eliminar uma vida? Eu sou contra o aborto pela segunda razão. Não se trata de uma interrupção da gravidez (quando se interrompe alguma coisa é porque vai ser retomada) mas terminação da gravidez.

Mas a pergunta que os políticos querem que a gente responda por eles não é se somos ou não a favor do aborto, ou qual a razão pela qual somos contra. É antes se devemos ou não punir criminalmente mulheres, agentes de saúde, etc. por praticarem tais actos. Pelo que disse anteriormente penso que não, mas quem sou eu para o dizer. É uma questão jurídica. Quando a mulher mata o marido por este ter uma amante vê a sua pena reduzida drásticamente por “razões passionais”. Eu não concordo com isso. Alguém me veio perguntar? Não. Quando alguém mata outro mas está sob influência de medicação vê a sua pena reduzida, isto é, o seu comportamento é discriminalizado. Mas somos todos contra matar. Certo? Mas alguém decidiu por nós o que deve ser criminalizado ou desagravado. E é assim que deve ser pois Portugal é um Estado de Direito.

Estamos portanto a misturar as coisas. Não estamos a discutir se somos ou não a favor do aborto ou porque razões, mas algo bem distinto. Mais, acredito que quem o faz tem a noção que o faz e tenta tirar partido de todo este atrito.

Para finalizar. Quem está no poder chegou lá também por defender o aborto. E teve uma maioria absoluta! Não se esperaria é que fizesse como Pilatos e lavasse as suas mãos da decisão tomada.

 
At 10/21/2006 06:46:00 p.m., Anonymous Anónimo disse:

Não quero polarizar mais a discusão que me parece que está a entrar para outros campos... Aquilo que quis dizer com o meu comentário é que, se há coisa que me custa, é o "jogo político" que é feito à volta da questão do aborto, que nada tem a ver com questões políticas, mas que é usado para tal!

 
At 10/21/2006 10:50:00 p.m., Blogger bluewater68 disse:

Não tenho estado cá!
Houve um maluco que pôs num post com umas imagens dumas tipas em bikini e eu ainda estou um bocado embasbacado.
Aproveito para fazer umas perguntas:

- MAS QUE RAIO TÊM ESTES COMENTÁRIOS A VER COM O POST DO 'porraquetavadificil'? (desculpem, esqueci-me do CAPS)

- Isto vai ser assim até ao referendo?

bem, vou voltar para o post dos bikinis e ver se já escreveram algo mais do que 'no coment'.

 

Enviar um comentário

<< Home