sexta-feira, novembro 03, 2006

O avô e o chapéu-de-chuva


Hoje, quando fui buscar a minha sobrinha ao jardim escola (sexta-feira é o dia em que tenho essa agradável tarefa) fiquei presa a uma imagem que me deliciou o coração. Cruzei-me com um avô simpático que foi buscar o seu pequenote de três anos. Como pingava um pouco vinham ambos abrigados num chapéu-de-chuva. Mas não era uma chapéu-de-chuva qualquer, era um chapéu-de-chuva gigante, parecia quase um daqueles chapéus-de-sol que levamos para a praia no Verão, debaixo do qual nos sentimos protegidos contra o sol quente de Agosto e até contra os raios ultra-violeta.

Debaixo daquele chapéu-de-chuva o pequenito ia contente. Abraçado ao avô lá ia protegido contra as gotas de água e contra o vento, contra o medo e contra a tristeza, contra os lobos e contra os sonhos maus, contra, enfim, todos os males do mundo, daqueles que apenas os nossos avós nos podem proteger.

Ao olhá-lo, pequenito e feliz, tive vontade de ter tido um avô com um guarda-chuva daquele tamanho.

5 Comentário(s):

At 11/03/2006 10:11:00 p.m., Blogger HRocha disse:

Gostei muito deste post Vandrade. Fiquei com um turbilhão de sentimentos a fervilhar dentro de mim. Por um lado fiquei com uma lágrima no canto do olho mas (há sempre um mas) como disse no comentário ao post das fobias sou Metrofóbico (não significa fobia aos metrosexuais mas sim a poemas). E este post quase que parece um poema... :)

 
At 11/04/2006 07:09:00 a.m., Anonymous Anónimo disse:

Adorei também o post Vandrade... palavras com ternura... eu também tenho saudades dos meus ;-)

Fez-me lembrar de imediato um mail que andou por aí a "correr" - um artigo redigido por uma menina de 8 anos, a propósito do dia dos avós:

«Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores
bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem "Despacha-te!"
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam
de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó,
principalmente se não tiver televisão.»

 
At 11/04/2006 11:14:00 a.m., Anonymous Anónimo disse:

Snif...snif...snif...que post...snif...snif... mai lindo... snif snif...snif.... nem sei que...snif...snif... dizer...snif...snif...snif...

 
At 11/04/2006 01:48:00 p.m., Anonymous Anónimo disse:

Já disseste até demais oh Anacleto! lol

 
At 11/04/2006 07:48:00 p.m., Blogger bluewater68 disse:

Vandrade, um post lindo, que me toca bastante e sabes porquê.
Agora, um aspecto prático: ter avós que possam ir à escola buscar os netos é uma benesse. Dá um jeitasso.
Aliás, utilizando um post do 'porra', não sei porque ainda ninguém se lembrou de colocar um anúncio do tipo:
"Contrata-se Avó/Avô
procura-se pessoa dedicada, que possa ir buscar crianças à escola quando os pais estão 'entalados' em reuniões. Dá-se preferência a quem possa ficar a brincar com eles, goste de Legos e saiba dançar como a Floribela"

 

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