Fuck-buddie vs Joe Cocker vs Zézé Camarinha

Hoje, ao ler no SOL o artigo de MRP, com o título “Desportos Radicais”, por mais que me tentasse conter, não consegui evitar publicar um post. Não vou transcrever o artigo de MRP, logo, sugiro vivamente uma leitura do mesmo.
1) Não vimos o mesmo filme
«Atingiu o seu apogeu nos anos 80, em grande parte por causa do Nove Semanas e Meia, embora no filme se percebesse muito bem porque é que não dava os melhores resultados.»
À 20 anos atrás, a MRP ou não viu o filme ou não estava atenta quando o viu. A relação entre ‘John’ (Mickey Rourke) e ‘Elizabeth’ (Kim Basinger) não terminou porque um deles queria ter algo mais sério. A relação deles terminou porque os jogos sexuais propostos por ‘John’ estavam a ficar extremamente perversos. Não viu essa parte?
2) O Joe Cocker é um Senhor
«…ficou para a história a cena do striptease da Kim Bassinger e à conta disso é que o Joe Cocker nunca passou fome, literalmente falando…»
Não sou fã do Joe Cocker, mas não posso aceitar que a MRP diga uma ‘alarvidade’ desta dimensão. A MRP deveria apresentar desculpas públicas por este tipo de afirmação. Como é possível que a MRP possa achar que a suposta fortuna de Joe Cocker foi obtida à custa de um único tema e sobretudo porque estava associado à cena da Kim Bassinger tirar a roupinha? Incrível!
Como a MRP deve perder cinco minutos a escrever os seus artigos para o SOL, eu, perco mais tempo a escrever este post porque faço algum trabalho de investigação. Assim, aqui fica um pouco de história:
Até 1986, ano do filme em causa, o Joe Coker já tinha os seguintes álbuns:
With A Little Help From My Friends (1969); Joe Cocker! (1969); Mad Dogs & Englishmen (1970); Joe Cocker (1972); I Can Stand A Little Rain (1974); Jamaica Say You Will (1975); Stingray (1976); Greatest Hits (1977); Luxury You Can Afford (1978); Sheffield Steel (1982); Civilized Man (1984), Cocker (1986).
Em 1986, a MRP com 21 anos, ainda não tinha começado a sua carreira jornalística e o Joe Cocker já tinha lançado 12 álbuns.
Em termos de músicas de filmes, no filme Modern Romance (1981), foi utilizado o tema “You are so beautiful”. Em 1984, no filme An Officer and a Gentleman (que até ganhou dois óscars), foi utilizado o tema “Up Where We Belong”.
Ó MRP, não acha que só com estes dois temas o Sr. Joe Cocker já teria a vidinha ganha? Por favor, não diga tudo o que lhe vem à cabeça e estude um pouco mais os seus artigos.
3) Umas dúvidas
Aqui no Algarve existe uma figura chamada Zézé Camarinha, a qual, penso que seja do conhecimento comum. Do que ele afirma que já fez e de acordo com a definição de MRP para um fuck-buddy «assenta numa base teórica simples: o máximo de entendimento com o mínimo de envolvimento», eu diria que esta ‘figura’ assenta na perfeição nesse conceito. Será?
Numa entrevista, ele dizia que queria chegar às 2000 ‘buddyes’. Nesse caso, poder-se-á dizer que ele é um ‘Hiper-Mega-Super-Fixe-Fucker-Buddy’ - utilizando uma linguagem actual?
Da definição, entende-se que um ‘fuck-buddy’ não tem nada a ver com o conceito de “amizade colorida”. Se a MRP um dia falar sobre este conceito, será que, nas suas palavras, esse mito sexual terá o nome de ‘fuck-rainbow’?
4) Olha que cais!
Sobre o ‘fuck-buddy’, a MRP termina dizendo o seguinte: «…trata-se de um desporto radical. E nesse caso, prefiro subir halfpipes no skate do meu filho.»
Eu diria que não há necessidade de embarcar nesses ‘jogos radicais’ e muito menos, fazer esses ‘halfpipes’ malucos. Sugiro à MRP um método infalível, que funciona até nos momentos mais difíceis. Trata-se do famoso mito sexual ‘hand-buddy’ – uma expressão praticamente impossível de traduzir sem resvalar para a falta de elegância.
Ai MRP, só tú!

2 Comentário(s):
Definitivamente nem é preciso fazer uma sondagem de opinião semelhante à que está a decorrer agora para constatar que a querida MRP ganharia isolada tal sondagem para o sexo feminino.
Infelizmente não vou poder ler o referido artigo no Sol, pois mais uma vez cá a casa só chegou o Expresso (além da Nova Gente, claro). Mas este post já dá umas luzes para perceber a qualidade do dito do artigo.
Quanto ao Zézé, esse já quase mito algarvio, um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, deveria dar umas aulitas à querida MRP por forma a tentar esclarecer o que realmente é um "fuck-buddie".
Estive agora a ler a crónica da MRP no Sol. Obrigada Trinity pelas indicações. Eu quanto à MRP só posso dizer uma coisa. Das duas uma, ou o problema dela é fome, porque de facto com aquele índice de massa corporal não há neurónio que aguente, ou ela é mesmo burra. Não sei qual das opções escolher mas as duas são igualmente más, sobretudo quando a personagem em causa vende livros aos kilos e escreve em não sei quantos jornais.
Quanto ao artigo, é um daqueles que tem interesse zero, ou melhor menos 1, e fundamento nulo. Num determinado momento a "faminta" (ou burra, como preferirem) diz: a expressão fuck-buddy... "tem tanto de ambíguo como a expressão 'jogos de cama' que, para meu espanto, sobrevive ainda nas montras e vidros das lojas de lençóis e atoalhados da Lisboa antiga". Realmente a menina espanta-se com pouco. E se eu lhe disser que não é só na Lisboa antiga. E esta hein? E se eu lhe disser que essa é a expressão utilizada para designar conjuntos de lençóis. Olhe não sei que lhe diga. Apenas um conselho: coma e cale-se!
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